Encontrando a felicidade

Há algum tempo me questiono o que é felicidade, refletindo qual a frequência que sinto essa sensação, essas eram queixas recorrentes até o dia de hoje onde pude de fato compreendê-la.

Meu tio nos tirou do conforto do condomínio alegando que iamos para o shopping, mas seguiu um caminho diferente do usual, devo confessar que aquilo me deixou frustrado, até chegar naquele lugar.

O bairro era diferente, as pessoas pareciam mais vivas, as crianças corriam sem medo do nosso carro, seus olhos brilhavam igual o sol que estava escaldante nesse dia, mas nenhuma parecia se importar.

Meia dúzia de meninos empinava pipa, as mulheres a beira da calçada conversavam sobre algum assunto com entusiasmo, o céu parecia ter mais cor e dentro do carro todo mundo fazia silêncio, como se estivéssemos aproveitando o momento.

Eu olhava para aquelas pessoas como quem admira o pôr do sol, temo que ninguém nunca conseguirá descrever aquela vista, assim como a felicidade.

Logo chegamos a casa do amigo do meu tio, ele não tinha pernas, mas tinha bastante caminhadas, como ele mesmo disse, poderia não ter nada, mas tinha histórias. Sua família logo nos recebeu com um abraço, um aperto de mão, um amor sem igual.

Ao final do dia uma oração, da qual eu nunca tinha experimentado, fechei os olhos, deixei o vento me acariciar no rosto e suas palavras me abraçarem, naquele momento eu sabia o que era felicidade, não precisava dar um sorriso de mostrar os dentes, muito menos ir ao shopping, felicidade é simples como um menino soltando pipa ou um contador de histórias.

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